Eu não tenho pra onde correr, caminhar ou me arrastar.
Quando me encontro no silencio de madrugadas longas que se arrastam noite a fora me desespero, me
liberto, me machuco, choro mais e mais como se fosse resolver.
Não consigo mais fingir, nem ao menos mentir ao sorrir.
Mil facadas no meu peito com toda certeza não machucariam tanto.
Rios correm dos meus olhos e se transformam em oceanos de magoa, tristeza, dor, frases não ditas...
Eu tenho que ser a culpada de tudo, tenho que ser a culpada pelo mal funcionamento do mundo?
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